ENTREVISTA: Kat McNamara fala sobre A Sort Of Homecoming e música ao RadioFree
10 de julho de 2016 categoria principal: A Sort of Homecoming
Postado por Leili Santos
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Kat concedeu uma entrevista ao RadioFree onde falou um pouco mais sobre seu filme, A Sort of Homecoming e sobre música. Confira:

Com a chegada da idade do drama, Amy (Laura Marano), uma estudante do ensino médio que foi dada para adoção por sua mãe biológica, vê em uma competição por uma bolsa de estudos através de um debate, a chance de ganhar uma passagem sem volta da pequena Louisiana, sua cidade natal. Junto com seu amigo e companheiro de debate, Nick (Parker Mack), que compartilha o mesmo desejo de recomeçar, graças ao seu pai abusivo, ela avança no campeonato nacional com a ajuda de Rosa (Katherine McNamara), uma brilhante acadêmica que parece fazer todas as suas atividades sem o menor esforço e nasceu com uma grande vantagem social. Ambientado nos anos 80, o filme conta a maioria das histórias cheias de ombreiras e dias coloridos, mas também segue Amy na idade adulta (onde será interpretada por Michelle Clunie), onde descobrimos que ela retorna para sua cidade natal, da qual havia fugido, quando um velho amigo precisa dela. A reunião nostálgica desperta fantasmas e arrependimentos, e permite que Amy reconcilie seu passado com seu futuro.

A personagem Rosa, interpretada por Katherine McNamara, é intrigante de uma maneira formidável, com seus traços que parecem contradizer seus dons naturais. Como uma das principais debatedoras da nação do ensino médio, ela usa a linguagem como sua arma, disparando as palavras como uma arma de artilharia. Ela destrói a competição de todos os ângulos possíveis, tudo isso mantendo um ambiente calmo, fresco, coletado por toda a parte. Entretanto, apesar de seu grande talento, ela não tem interesse em seguir no debate competitivo nos seus anos de faculdade; e apesar de suas emoções serem constantemente medidas e algumas vezes silenciadas, ela está mais do que disposta a parar e dar uma mãozinha para orientar Amy.

Sua personagem, Rosa, é tão impressionante na forma em como sempre dá o seu melhor. Deu trabalho criar essa personagem brilhante e descontraída?
Em primeiro lugar, obrigada! Eu quis fazer várias pesquisas, porque sim, Rosa está sempre fazendo o seu melhor, e ela é supostamente uma das melhores debatedoras da nação. Então eu fiz muita pesquisa sobre debates, em como entrar, quais as diferenças técnicas, e como os maiores debatedores são capazes de sair do próprio discurso que criaram. Eu assisti muitos documentários e assisti muitas entrevistas. Mas, felizmente, eu tinha feito bastante Sondheim em meus dias de teatro musical e Sondheim tem um ótimo padrão para debate.

Você teve algum tipo diferente de prática ou preparação para as cenas em que a Rosa está disparando seu diálogo em um ritmo acelerado, ou foi um processo de ensaio comum?
É muito mais repetição, eu devo dizer, porque você precisa saber cada palavra desse discurso denso e fazê-lo de forma que não apenas faça sentido, mas também seja claro e preciso. E você tem que dizer muito rapidamente, então você tem que fazer quase sem pensar, tem que ser apenas uma segunda natureza e ser capaz de fazer fluir sem pensar no que você está dizendo. Então, isto é definitivamente muito diferente.

Conforme foi crescendo, quais as matérias escolares em que você particularmente se sobressaia e quais os discursos ou debates em que você jamais entraria em seu arsenal acadêmico?
Bem, eu definitivamente era uma nerd em matemática. Os números eram meu negócio e eu amava tudo sobre isso. Na verdade, antes de ser atriz, eu queria estudar finanças e ser chefe do setor financeiro de alguma empresa, ou ser uma consultora financeira ou uma economista ou algo nesse sentido. E então a educação sempre foi, obviamente, uma prioridade minha e algo que eu realmente aproveitei. Mas agora eu estou fazendo mestrado em Literatura, o que eu acho que será mais útil em minha carreira. Mas eu sou formada em administração, então isso definitivamente ajuda no lado financeiro da minha carreira.

Rosa não está de acordo com a moda dos anos 80, e nem projeta uma imagem que possa ser associada com seu gosto por música alternativa. O que você acha que isso diz sobre a personagem?
Bem, eu acho que a Rosa… Bom, ela é de Nova York. Ela foi criada em uma família que tem meios, mas também é muito artística. E então ela cresceu de uma forma onde ela podia ser o que ela quisesse ou quem ela quisesse ser, e foi encorajada para isso. Então isso se reflete no seu estilo também. Ela definitivamente tem seu próprio estilo e sua própria maneira de fazer as coisas. E nós quase trouxemos algumas referências dos anos 90 para o estilo de Rosa, porque nós queríamos que ela tivesse um estilo mais moderno, e um pouco a frente do seu tempo, porque esse é o tipo de pessoa que ela é.

Você cantou uma música chamada “Wait for You” nos créditos finais de A Sort of Homecoming. Você gravou especificamente para o filme?
Não, essa é uma música que eu tinha gravado há pouco tempo para meu arsenal. Você sabe, eu tenho trabalhado com música, tentando descobrir onde me situo musicalmente e qual é o meu lugar no mundo também. E essa música eu acabei mostrando para os produtores e para Maria, a diretora. E nós chegamos a conclusão que a música abrangeu muitos dos temas e tonalidades do filme. E essa música trata justamente sobre a vida, sobre fazer conexões, se relacionar e conectar com certas pessoas. E se você não vê alguém por cinco dias, cinco semanas, cinco meses ou cinco anos, e realmente se importa com a pessoa, essa conexão continuará ali, não importa o que aconteça. E é isso o que o filme trata: é sobre apoio e todas as conexões que você faz quando se importa com outra pessoa. Isso nunca acaba.

Sua série Shadowhunters acabou de ganhar uma segunda temporada. Será que o compromisso permite que você tenha tempo para trabalhar com músicas e filmes?
Sim! Eu tenho meu EP quase pronto, então eu irei lançar o mais rápido que puder, assim que eu colocar as peças juntas. Mas, fora isso, eu estou sempre a procura de grandes filmes, grandes projetos em que posso trabalhar, porque eu não gosto de ficar estagnada, e tudo que possa me ajudar a crescer e realmente me desafia de alguma forma, é o que estou fazendo. Então, resposta curta é “sim”!

Há algum outro projeto a caminho em que poderemos ver você?
Tem um filme independente que eu fiz ano passado com Mira Sorvino, Christopher Backus e Cary Elwes, chamado Indiscretion e é um dos meus filmes favoritos. E deve ser lançado em breve. Eu acredito que eles estejam no processo de venda. Mas é algo que trouxe muita experiência e aprendizagem para mim, pois estava cercada de atores brilhantes! E é um filme bem intenso, por isso estou animada para que todos vejam!

Apenas um pouco de especulação aqui… Recentemente me ocorreu que se a franquia de X-Men voltasse para as mãos da Marvel e os papéis fossem reformulados, você seria uma ótima escolha para interpretar a Jean Grey. O que você, eu e o resto do mundo precisamos fazer para que isso aconteça?
Obrigada! Bem, falar com a Marvel, porque eu estou 100% nisso! Eu sou uma grande, grande fã da Marvel, e eu adoraria fazer parte desse universo que tanto amo… Em qualquer papel! Seria um sonho se tornando realidade.

Eu vou ligar para eles mais tarde e nós veremos o que vai rolar.
Perfeito! Me mantenha informada! Eu estou dentro!

Muito obrigado pelo seu tempo esta manhã! E continue desejando o melhor para o que está por vir.
Obrigada! Foi um prazer conversar com você!

Fonte | Tradução: Lene – Equipe Kat McNamara Brasil